Autores(as): Lissa Price
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 288
Ano de Lançamento: 2014
Resenha: Starters (Livro 1)
"Depois que a Prime Destinations foi demolida,
Callie pensou que teria paz para viver ao lado do ir- mão, Tyler, e do amigo,
Michael. O banco de corpos foi destruído para sempre, e Callie nunca mais terá
de alugar-se para os abomináveis Enders. No entanto, ela e Michael têm o chip
implantado no cérebro e podem ser controlados. Além disso, o Velho ainda se
comunica com Callie. O pesadelo não terminou. Agora, Callie procura uma maneira
de remover o chip – isso pode custar sua vida, mas vai silenciar a voz que fala
em sua mente. Se continuar sob o domínio dos Enders, Callie estará
constantemente sujeita a fazer o que não quer, inclusive contra as pessoas que
mais ama. Callie tem pouco tempo. Obstinada por descobrir quem é de fato o
Velho e desejando, mais que tudo, uma vida normal para si e para o irmão, ela
vai lutar pela verdade. Custe o que custar."
Hey!
Hoje eu resolvi falar um pouquinho da sequência do livro “Starters” da autora
Lissa Price. Quem leu a resenha do primeiro livro sabe o quanto eu fiquei
animada com todo o enredo, os personagens e tudo mais. O livro se mostrou uma distopia
incrível. Contudo, assim que ganhei “Enders”
fiquei com um certo receio em lê-lo, achando que a sequência não faria jus ao
primeiro.
De
qualquer modo, comecei a ler “Enders”
sem conseguir esperar nem mais um minuto para saber o que aconteceria com
Callie, Tyler e Michael.
A
história começa logo após a queda da Prime Destinations (“Empresa responsável por “alugar” corpos de Starters (jovens) para Enders
("idosos") que desejam ter beleza e vitalidade novamente,
realizando atividades que seus corpos não permitem mais”).
Callie
está bem de vida graças à herança de sua antiga inquilina, Helena, e resolve
ajudar outros Starters que passam fome, assim como ela passou. Porém, ao fim do
primeiro livro, Callie descobre que mesmo com o fim da Prime, o Velho ainda tem
acesso ao seu chip. O que o torna capaz de conversar com ela em sua mente.
“Era como um telefone no
qual o Velho poderia me ligar a qualquer momento. Era a linha direta entre ele
e eu, Callie Woodland.”
Como
era de se esperar, o Velho ainda tem muitos planos para serem colocados em
prática e pretende usar Callie como seu fantoche, já que ela é a única “Metal” (Starter que tinha o chip da Prime Destinations) com o chip
modificado, que a permitia matar outras pessoas.
Ao
passo que o Velho consegue se comunicar com Callie, ela tem uma grande
surpresa quando seu pai também se comunica.
“Sua voz se parecia com a
do meu pai, e ele até usava as mesmas palavras do código: Quando os gaviões gritam, é hora de voar. ”
É
mais do que lógico que Callie não acredita que seja seu pai, já que ele deveria estar morto. Mas mesmo assim, continua esperançosa e disposta a ir
atrás da verdade e, acima de tudo, Callie está disposta a ir atrás do Velho e
acabar com tudo, a fim de ter sua liberdade de volta. E para isso, ela terá a
ajuda de alguém inesperado, uma nova pessoa que odeia o Velho:
Hyden, filho do Velho.
O livro está bem de acordo com seu subtítulo “Ninguém é
realmente o que parece”. A todo momento nós esperamos algo e outra coisa
completamente diferente acontece (Dá-lhe plot twist!).
“- Não – Eu disse, lutando
contra o horror que crescia dentro de mim. – Você não é o Velho [...]. ”
Quanto
aos personagens, Callie está muito mais madura do que no primeiro livro,
consciente do que faz e pelo o que está lutando. Ela começa a pensar além da
vida de sua família e amigos, mas também em todas as pessoas que passaram por
maus momentos graças à Guerra dos Esporos e, principalmente, graças ao Velho.
Os
outros personagens também, de um modo geral, não estão lá apenas para ficar de figurantes, eles têm profundidade. Hyden foi uma surpresa muito
gratificante. Mesmo aparecendo no segundo - e último - livro, ele é um personagem
muito interessante e se tornou o meu preferido. Hyden, mais do que ninguém,
sofreu nas mãos do Velho e usou toda essa dor para lutar contra ele, a favor
dos Starters.
As
únicas partes que me incomodaram foram algumas mortes e sumiços de outros
personagens. Ficou claro que, pelo menos, uma das mortes foi um pouco forçada e
completamente desnecessária. No meu entender, pareceu que a autora não
conseguiu desenvolver a história da personagem – não conseguiu dar um sentido a
ela – e a tirou da jogada.
De
qualquer modo, o livro é muito bom. O desfecho não foi bem do jeito que
imaginei, apenas em alguns sentidos, mas não chegou a tirar a graça do livro.
Só fico triste em saber que não haverá outros.
“De mãos dadas, juntos,
caminhamos em direção a um futuro em que nós mesmos seríamos responsáveis por
nossos destinos. ”

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