TÍTULO: A Casa de Vidro (As Estações)AUTOR(A): Anna Fagundes Martino
EDITORA: Dame Blanche
ANO: 2016
Amazon (disponível apenas como ebook)
Skoob
Sinopse:
Flores não crescem do nada - ou crescem? Para Eleanor, era o
mistério que não conseguia responder: qual era o truque daquele jardineiro
contratado para cuidar da estufa em sua casa e que transformara o lugar em uma
floresta imaginária. Sebastian, o tal estranho, parece um homem como qualquer
outro - exceto pelas perguntas desconcertantes que faz, ou pelo fato de que as
plantas obedecem seus comandos de maneira muito intrigante...
Hey, pessoal! Tudo de boas? Hoje eu
trago para vocês uma resenha sobre o primeiro lançamento da editora Dame
Blanche (ai, cara, esse nome é muito divo, porque já lembro das banshee na
mitologia celta): A Casa de Vidro, da autora Anna Fagundes Martino. Aviso
de cara que a história está DE GRAÇA na Amazon! O link tá ali em cima.
Então
vamos lá! “A Casa de Vidro” é uma noveleta narrada em terceira pessoa, seguindo
o tempo psicológico da Eleanor, intercalando sua adolescência em 1868 e sua
vida adulta em 1910. Tudo começa com ela em seus, aproximadamente, 59 anos,
recebendo a visita de uma menina chamada Stella, que parece ter certo “dom” com
plantas.
“[...] o chão embaixo de seus pés se
cobria subitamente de grama cor de esmeraldas, como as rosas se multiplicavam
pelo caule que a garota tinha em mãos”
A
presença dessa jovem acaba levando Eleanor (e o leitor) de volta à juventude da personagem principal,
quando o pai, responsável pela construção da casa de vidro, ainda estava vivo. E o
que seria essa tal casa de vidro, então? Uma estufa que ficou sob os cuidados
de um rapaz misterioso chamado Sebastian, futuro pai de Stella (não se preocupe,
porque não é spoiler!), que também possuía uma afinidade ímpar com a flora e a
fauna. Por seu jeito simples e inocente, acaba chamando a atenção dos outros
empregados e a da própria Eleanor.
“Eleanor notava muito bem que, sob as
mãos de seu novo empregado, as plantas da estufa cresciam com força demasiada”
Os
dois acabam se aproximando e o relacionamento ultrapassa a cordialidade entre
patroa/empregado. As conversas entre os dois despertam questionamentos na
cabeça do leitor, e nos vemos pensando sobre conceitos que se arrastam até os
dias de hoje; o falso moralismo que nos persegue, a subserviência da mulher em
relação ao homem e as emoções que escondemos pelo simples medo de sentir. Ambos ganharam minha simpatia (o Sebastian em especial) e gostei muito do desenvolvimento de cada um.
Ao
longo da leitura, encontrei uns errinhos na revisão, mas nada que atrapalhasse
a fluidez. “A Casa de Vidro” é uma história com gosto de conto de fadas,
salpicada com uma sensibilidade deliciosa que te prende até o fim. Certas
descrições têm um tom poético e deixam algumas coisas nas entrelinhas, para que
o leitor tire suas próprias conclusões. A atenção aos detalhes também é incrível! Como fã da mitologia celta, não sei, talvez tenha sido só impressão, mas acredito que a autora se inspirou um pouco nela, o que me fez gostar ainda mais.
Recomendo e já quero ler outras histórias da Anna ♥


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