sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Resenha: A Casa de Vidro

TÍTULO: A Casa de Vidro (As Estações)

AUTOR(A): Anna Fagundes Martino

EDITORA: Dame Blanche

ANO: 2016

Amazon (disponível apenas como ebook)
Skoob



Sinopse:


Flores não crescem do nada - ou crescem? Para Eleanor, era o mistério que não conseguia responder: qual era o truque daquele jardineiro contratado para cuidar da estufa em sua casa e que transformara o lugar em uma floresta imaginária. Sebastian, o tal estranho, parece um homem como qualquer outro - exceto pelas perguntas desconcertantes que faz, ou pelo fato de que as plantas obedecem seus comandos de maneira muito intrigante...




Hey, pessoal! Tudo de boas? Hoje eu trago para vocês uma resenha sobre o primeiro lançamento da editora Dame Blanche (ai, cara, esse nome é muito divo, porque já lembro das banshee na mitologia celta): A Casa de Vidro, da autora Anna Fagundes Martino. Aviso de cara que a história está DE GRAÇA na Amazon! O link tá ali em cima.



Então vamos lá! “A Casa de Vidro” é uma noveleta narrada em terceira pessoa, seguindo o tempo psicológico da Eleanor, intercalando sua adolescência em 1868 e sua vida adulta em 1910. Tudo começa com ela em seus, aproximadamente, 59 anos, recebendo a visita de uma menina chamada Stella, que parece ter certo “dom” com plantas.

“[...] o chão embaixo de seus pés se cobria subitamente de grama cor de esmeraldas, como as rosas se multiplicavam pelo caule que a garota tinha em mãos”

A presença dessa jovem acaba levando Eleanor (e o leitor) de volta à juventude da personagem principal, quando o pai, responsável pela construção da casa de vidro, ainda estava vivo. E o que seria essa tal casa de vidro, então? Uma estufa que ficou sob os cuidados de um rapaz misterioso chamado Sebastian, futuro pai de Stella (não se preocupe, porque não é spoiler!), que também possuía uma afinidade ímpar com a flora e a fauna. Por seu jeito simples e inocente, acaba chamando a atenção dos outros empregados e a da própria Eleanor.

“Eleanor notava muito bem que, sob as mãos de seu novo empregado, as plantas da estufa cresciam com força demasiada”

Os dois acabam se aproximando e o relacionamento ultrapassa a cordialidade entre patroa/empregado. As conversas entre os dois despertam questionamentos na cabeça do leitor, e nos vemos pensando sobre conceitos que se arrastam até os dias de hoje; o falso moralismo que nos persegue, a subserviência da mulher em relação ao homem e as emoções que escondemos pelo simples medo de sentir. Ambos ganharam minha simpatia (o Sebastian em especial) e gostei muito do desenvolvimento de cada um.

Ao longo da leitura, encontrei uns errinhos na revisão, mas nada que atrapalhasse a fluidez. “A Casa de Vidro” é uma história com gosto de conto de fadas, salpicada com uma sensibilidade deliciosa que te prende até o fim. Certas descrições têm um tom poético e deixam algumas coisas nas entrelinhas, para que o leitor tire suas próprias conclusões. A atenção aos detalhes também é incrível! Como fã da mitologia celta, não sei, talvez tenha sido só impressão, mas acredito que a autora se inspirou um pouco nela, o que me fez gostar ainda mais.

Recomendo e já quero ler outras histórias da Anna ♥


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