AUTOR(A): Juliana Leite
EDITORA: Lotus
SINOPSE:
Sua vida muda completamente quando encontra dois rapazes que tenta enganar. Ela descobre suas origens, revisita seu remoto passado e tem que enfrentar as duras consequências de seus erros que poderão para sempre a afastar da possibilidade de viver o amor que vem em sua alma há séculos.
No segundo volume de Entre Vidas, a filha favorita da Deusa terá que encontrar forças dentro de si para ajudar os celtas a conter o avanço dos romanos. E veremos como uma pessoa sem honra e assassina fria, pode se transformar numa heroína para seu povo.
Hey,
pessoas! Tudo tranquilo? Hoje eu venho apresentar a vocês as minhas primeiras
impressões do segundo livro da saga Entre Vidas, da autora Juliana Leite. Digo
de antemão que estou preparando uma resenha do primeiro livro e irei colocá-la
aqui no blog em breve.
Para
quem ainda não conhece, cada livro (começando com “Kiara”, depois “Lise”, “Ruby”
e “Justine”) narra uma encarnação da personagem principal, desde a lendária
Atlântida até a Inglaterra da era vitoriana. Sacaram o “Entre Vidas”, né? Pois
é, literalmente. A dinâmica é muito parecida com o “Ciclo de Avalon” da autora
Marion Zimmer Bradley, que foi de grande influência para a construção da saga.
Em “Lise”
somos levados até Londínio (hoje conhecida como Londres) de 64 d.C. A
personagem principal é uma jovem órfã que não conhece o próprio passado, à
exceção de um medalhão que carrega consigo desde sempre, e sobrevive dos saques
que faz. Fica claro logo no início que a Lise é uma personagem cinza, uma
anti-heroína que faz o necessário para atingir o que deseja. Ela está longe de
ser a boa moça e isso desperta, ao mesmo tempo, simpatia e uma pontada de raiva
quando a criatura faz uma burrada. Mas aí é que está, por que quem não faz burrada, certo?
Em
uma dessas, conhece Nolan e Úrien. Lise tenta roubá-los, mas
acaba sendo pega e no imbróglio criado, todos acabam na prisão onde descobre
que os dois estão em Londínio à procura de uma mulher com as mesmas
características físicas dela:
— Viemos
até Londinium encontrar uma garota de uns vinte anos, que carregasse este
medalhão. Mas, obviamente, esta garota não é você — afirmou Úrien.
E nisso
Lise vê a oportunidade perfeita de escapar e ainda ter um lugar para ficar até
encontrar uma solução para o seu problema atual com os soldados bretões. Ela
segue viagem com ambos, sendo abordada pouco depois por um homem misterioso
chamado Riley, saído da Caledônia (atual Escócia) para proteger Lise, segundo o
próprio.
Depois de alguns contratempos (que, com
certeza, levarão a uma treta monstro no futuro), todos chegam ao vale onde Nolan
e Úrien residem. Nesse local povoado pelos celtas, ela descobrirá mais sobre o
seu passado e, de certa forma, sobre o futuro que lhe foi destinado.
Ao
longo dos capítulos, é impossível não mergulhar na época e seus costumes, pois fica
claro que a autora fez um extenso trabalho de pesquisa para que não houvesse
anacronismos. A fantasia e os acontecimentos históricos se casam de uma maneira
maravilhosa, sem rolar aquela enxurrada de informações desencontradas que pesa
na leitura.
Só
me resta dizer que mal posso esperar para ter o livro em mãos e descobrir mais
sobre as burradas, quer dizer, aventuras da Lise! Parabéns, Ju ♥



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