TÍTULO: Deja MortaAUTOR(A): Kathy Reichs
EDITORA: Record
NÚMERO DE PÁGINAS: 492
ANO: 1997
"A vida de Temperance é dedicada à justiça; àqueles que ela nem sequer conhece. Neste ano, desde Temperance Brennan deixou para trás na Carolina do Norte um instável e problemático casamento, o trabalho tem, muitas vezes, superado seus planos, de fim de semana, de explorar Quebec, no Canadá.
Quando é descoberto um cadáver feminino meticulosamente desmembrado e escondido em sacos de lixo, Temperance detecta um padrão alarmante e mergulha em uma angustiante busca por um assassino. Porém, a investigação está prestes a colocar aqueles mais próximos a ela, sua melhor amiga e sua filha, em perigo mortal..."
Quando é descoberto um cadáver feminino meticulosamente desmembrado e escondido em sacos de lixo, Temperance detecta um padrão alarmante e mergulha em uma angustiante busca por um assassino. Porém, a investigação está prestes a colocar aqueles mais próximos a ela, sua melhor amiga e sua filha, em perigo mortal..."
Eu me prometi que faria uma review desse livro há pelo menos uns dois anos atrás e tcharammm finalmente eu fiz. meio atrasado,mas fiz.qualé!
Primeiro,como sempre, eu vou contar como eu conheci a obra (por que acho divertido o processo de como você conhece e acaba se envolvendo com o livro), ou como eu gosto de chamar, momento "Se liga na parada", em que eu geralmente conto rapidão como o livro que li chegou até mim.
Com Dejá Morta foi totalmente sem querer. Eu por acaso descobri que uma série de TV que acompanhava a muito tempo era uma saga literária, e quando comentei isso com uma amiga ela me respondeu com : "Sim! Eu tenho o primeiro livro. Se você quiser eu te empresto".
Bem simples e bem fácil, e depois de 5 anos vendo a série eu estava com o livrinho nas minhas mãos.
Victory is mine.
Como eu o li a bastante tempo, prometo que me esforçarei para lembrar com exatidão dos fatos. Então vamos la!
A historia,ambientada no Canada, é narrada em primeira pessoa e segue a vida da antropóloga forense, professora, consultora da policia -bem workaholic- Temperance Brennan quando é chamada para exumar um corpo largado em um saco de lixo enterrado nos terrenos de fundo de uma igreja.
Sozinha, ela dirige pela noite indo em direção a floresta caçar restos mortais.
Não sei se acho isso legal ou meio bizarro,mas que ela é o máximo é.
De qualquer forma, Brennan é uma mulher adulta,ex-alcoólatra, divorciada e que esta tentando reconstruir sua vida no Canadá - e com sorte conseguindo manter o amor e amizade de sua filha adolescente que ficou nas terras do tio Sam.
Tempos difíceis para Brennan,mas ela segura a barra com graça e um pouco de solidão também.
De poucos amigos, a que mais vemos é a Gaby que é um espirito livre e exótico na vida da amiga. Gaby se preocupa com o isolamento de Brennan e Brennan se preocupa com a maluquice de Gaby. <3
Friendship!!!!
Acontece que Brennan,sendo a boa viciada em trabalho que ela é, acaba descobrindo similaridades entre o caso da igreja e outro caso arquivado no laboratório, chegando a conclusão de que isso é possivelmente a obra de um maniaco sexual. Decidida, ela conta então para o superior no caso, o policial Claudel, e recebendo uma grande interrogação como resposta ela é obrigada a desencavar mais e mais provas que comprovem sua teoria. E a moça não consegue só evidencias, como também descobre que existem vários outros casos semelhantes.
Os arcos das personagens se apoiando um no outro,as historias se ligando uma na outra. Das vitimas, a de Brennan, a de Gaby e então o balão estoura bem nas mãos da nossa heroína de uma forma horrível.
Em diversas partes a coisa ficava bem feia pra Brennan -por que a moça é teimosa como uma mula, inteligente como uma maquina, determinada como uma superatleta-e minhas reações eram:
SOCORRO !!! CORRE BRENNAN,CORRE!
Muitas emoções.
O livro tem muitos pontos fortes e com questões bem relevantes como o frequente machismo da parte de seus companheiros de equipe, principalmente do Claudel que deixava muito clara na sua postura que a presença de Brennan era meramente tolerada.Que vontade de socar a cara dele. E violência sexual contra a mulher.( E OLHA QUE O LIVRO É DE 1997!!! SEGURA ESSA MARIMBA!)
A personagem principal tem um enorme paragrafo de qualidades, sendo a que mais chamou minha atenção a habilidade dela fazer piadas irônicas em algumas situações.No geral ela é bem crível e fácil de se apaixonar.
Kathy Reichs escreve com maestria,conseguindo mesclar as transições de cena com fluides, o que para um livro policial de 412 paginas é uma vitória enorme, e não é só isso, até nas simples ações ele te prende. Você simplesmente não sabe de onde a bomba pode vir e essa imprevisibilidade é quase viciante.
Particularmente o meu ponto preferido é a riqueza de detalhe investigativos que a autora da a historia quanto a investigação e exumação das vitimas,provavelmente por que ela também é uma antropóloga forense. Então espere por vir: descrições de ossos, explicações de como serras formam desenhos ao atravessar ossos,como se retiram restos de carne putrefata de um esqueleto e mais coisas do tipo.
Vale lembrar que ao mesmo tempo em que, pra mim,esse é o ponto forte do livro ele é também o principal responsável por te chocar. Em uma determinada parte, quando uma outra vitima é investigada,a descrição visual foi tao forte e tão pessoal, por que o livro fala diretamente de agressão a mulher, que eu tive que fecha-lo por um tempo para pegar um arzinho.
O único "defeito" do livro é o mapinha da cidade que havia na minha copia impressa.Não exatamente que tenha sido ruim,mas eu que sou bem chata e ficava toda hora olhando no mapa quando ela mencionada ruas ou lugares. Depois que eu abstrai um pouco dessa minha necessidade de saber exatamente onde era o lugar -e também por que eu gravei as ruas-, eu pude aproveitar muito mais a leitura.
Dejá Morta é definitivamente um livro que recomendo.
ps: ser por acaso alguém não descobriu qual série policial originou desse livro, aviso que a série é "Bones" e que, à parte do nome da personagem principal, da inteligencia (ainda que não tao mecânica quando a da série ) e da estranheza social ( também não tao aguda quanto a da série), essa Temperance Brennan e a da TV são quase duas pessoas diferentes. Porém o mundo é bom o suficiente para te permitir ama-las igualmente. Se joga!
"A sensação da mão era anormalmente suave e escorregadia. Do canto do meu olho vi o brilho do metal e senti uma coisa fria contra minha têmpora direita. Meu medo era como um ruído tomando toda a frequência do cérebro,dominando minha mente e obliterando tudo além do meu corpo e do dele."





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