Autores(as): P. C. Cast
Editora: Novo Século
Número de Páginas: 432
Ano de Lançamento: 2003
Sinopse:
"Sozinha em casa
na noite de seu aniversário de vinte e cinco anos, Christine Canady, sargento
da força aérea americana, ansiava por algo para curar sua solidão. Depois de
beber champanhe demais, ela recita uma invocação divina para injetar ânimo em
sua vida tediosa. Mas como ela iria adivinhar que o feitiço ia funcionar de
verdade?
Quando seu
avião cai no oceano, a vida de Christine muda para sempre. Ela acorda perplexa
e se vê em um tempo legendário, em um lugar governado pela magia e no corpo de
uma mitológica sereia chamada Ondina. Mas o perigo está à espreita nas águas,
pronto para engolir Christine por inteiro.
Com pena dela,
a deusa Gaia transforma Christine em uma donzela para que ela possa buscar
abrigo em terra. Quando um vistoso cavaleiro aparece para salvá-la, em vez de
mergulhar nesse sonho realizado, ela se dói de saudades do mar e do tritão sexy
e envolvente que lhe roubou o coração."
Olá,
pessoas! Há quanto tempo não nos “vemos”, mas não tá fácil para ninguém, né?
Bem, como minhas provas principais acabaram, resolvi fazer a resenha de um
livro que já li faz um bom tempo, de uma autora que gosto muito: P. C. Cast. Ela ficou conhecida com a
série The House of Night. Nessa série
de livros - “Goddess Summoning” –, a autora
também faz uso de mitos e lendas, assim como em The House of Night, com ênfase na mitologia grega. Portanto, se
você é fã dos Deuses do Olimpo já é meio caminho para gostar da história.
A Deusa do Mar é
o primeiro da série e conta a história de Christine Canady, ou CC, que é
sargento da Força Aérea Americana. Uma coisa que me deixa muito feliz em ler os
livros da P. C. Cast é o fato dela escrever sobre mulheres fortes e
independentes, mas que, ao mesmo tempo, sabem ser "femininas".
CC
mesmo sendo bem sucedida profissionalmente, sente-se solitária. Situação que é
agravada quando no dia do seu aniversário de 25 anos, ninguém parece se
lembrar a não ser ela mesma. Sozinha,
com uma garrafa de champagne, algumas asas de frango e o DVD d’As Bruxas de
Eastwick, Christine acaba se sentindo inspirada pelas personagens do filme (Que eu também adoro!).
“"As
Bruxas de Eastwick". Ela parou."Este é exatamente o que eu preciso.
Alguns garotas poderosas" [...] "Não", ela se corrigiu.
"Isso é melhor que garotas poderosas, isto são mulheres poderosas!"
CC levantou o copo para a tela, brindando a deusa do filme vibrante quando elas
apareceram. Elas eram únicas e fabulosas.”
Tudo o que ela deseja para a sua vida é o que a maioria de nós também deseja, independentemente da idade ou gênero: um pouco de magia; uma mudança na rotina.
“Os
pés de CC a levaram para as cortinas antes que ela conscientemente disse-lhes
para se mover. "Você pediu um pouco de magia", ela sussurrou.
Lentamente, como se ela estivesse se movendo através do crepúsculo doce entre
dormindo e acordada, ela chegou e separou as cortinas. "Ah..." A
palavra saiu em uma respiração. "É magia".”
Vasculhando
em suas coisas, CC acha um livro chamado “A
Era matriarcal, Mitos e Lendas” e acaba descobrindo um pouco mais de Gaia,
a Grande Deusa Mãe, e sobre seus rituais.
“Isto
era exatamente o que ela estava procurando. Gaia era a Mãe da Magia. Lançando
de volta para o índice girou páginas até que ela encontrou os R. [...] "Rituais!
Ritual da Terra página 152." Ela vasculhou a maré de páginas brancas e fez
uma exclamação vitoriosa quando ela o encontrou. "Ha! Eu sabia!"”
Bom,
como é de se esperar, CC realiza o ritual... e é atendida.
Dois
dias depois do seu aniversário, enquanto viajava para a Arábia Saudita a
trabalho, um acidente acontece. Seu avião cai em alto mar e, enquanto se
afogava, a magia acontece. CC se vê frente a frente com uma sereia – Ondine – filha de Gaia com Poseidon
(Lir).
“[...]
CC sentiu o próprio corpo estremecer em surpresa. Um grande conjunto de
barbatanas! Ela não era mulher, era uma sereia!”
CC recebe a proposta de
trocar de corpo com a jovem sereia que, assim como ela, deseja uma mudança de ares. E Christine aceita. Num
passe de mágica, as duas trocam de corpo e CC é transportada para o passado,
mais especificamente para a Europa medieval, onde sua aventura finalmente começa.
Porém, essa aventura será repleta de perigos e romances inesperados.
Primeiramente, Christine
tem que fugir de seu meio-irmão – ou melhor, meio irmão de Ondine – Sarpendon,
que deseja ardentemente Ondine e a possibilidade de “comandarem” os mares
juntos.
“'Meu
pai é o Senhor dos Mares, você não tem poder sobre mim, Deusa da Terra'. Ele
cuspiu o título como se fosse um juramento. [...] 'Criatura insensata. Até
mesmo o Senhor dos Mares sabe que não deve evocar a ira de uma deusa!'”
Gaia, vendo sua filha em
perigo, vem ao seu auxílio e a encanta com mais um feitiço: a possibilidade de
ter pernas. CC teria apenas que retornar ao mar de 3 em 3 dias.
“Ela
deu um olhar justificatório a CC. "Seu corpo desejará voltar para a água,
isso pode até ser doloroso para você. E deve retornar às águas em sua forma de
sereia uma vez a cada terceira noite, ou então você vai adoecer e morrer.”
E é aí que entra uma
grande semelhança com um clássico da Disney:
“A
deusa parou de andar e falou seriamente com ela. "Mas há uma maneira de
tornar a sua forma humana permanente. Você deve encontrar um homem para amar e
aceitar de todo coração que você seja uma filha do mar, bem como da terra.
Então nem mesmo Lir pode quebrar o vínculo de amor verdadeiro, e você será
presenteada com a sua forma humana de forma permanente.”
Acho que nem seja
necessário eu dizer o nome do desenho animado né?!
Bom, não pense que por ter
essa semelhança com A Pequena Sereia
essa história é toda açucarada. CC encontrará o príncipe encantado, mas sua vontade de ser humana é abrandada
quando a jovem conhece Dylan: um jovem tritão que fora apaixonado por Ondine.
Christine passará por um
grande amadurecimento durante a história. Verá que as aparências enganam, que
Sarpendon não é o único perigo que a cerca, e que o amor é a magia mais forte
que existe.
"Foi lá que você me
amou primeiro, mas eu acredito que eu tenho te amado sempre, que você era uma
parte de mim, mesmo antes de nos encontrarmos em meio à tempestade que foi a criação da sua mãe. E eu vou continuar a te amar por toda a eternidade,
Christine."
A história pode parecer
clichê, mas é muito interessante. Não é uma obra de arte, mas é um bom livro.
Se você gosta de mitologia, romance e aventura, leia, pois vale a pena.

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