terça-feira, 14 de junho de 2016

Resenha: Âmbar

TÍTULO: Âmbar
AUTOR(A): Lucas Dallas
Publicação independente
NÚMERO DE PÁGINAS: 212
ANO: 2015

CLUBE DOS AUTORES



Sinopse


"Quando o véu da noite cobre a terra

O que acontece quando uma pessoa cética e racional esbarra em um caso inexplicável?

Milo é um clínico geral decadente, que vive dia após dia numa rotina sem fim, totalmente sem vaidade, expectativas ou ambições. Seu dia-a-dia se resume a assistir pacientes e assinar receitas médicas, até que acaba atendendo Anna, uma jovem cantora que faz de todos os seus dias uma aventura. Algo está prestes a mudar a vida de Milo radicalmente e abalar as estruturas de seu raciocínio. Anna pode ser a peça chave do que está por vir... Coincidência ou milagre? Real ou surreal? Em que Milo deve acreditar?"


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Aproveitando a vibe "literatura nacional", resolvi fazer a resenha desse livro que li há algumas semanas no formato ebook. Acabei descobrindo sobre "Âmbar" enquanto navegava pelo YouTube. Era quase meia-noite e eu já tinha tomado meu remédio para dormir, mas resolvi ver umas resenhas enquanto fazia efeito. Depois de alguns minutos, esbarrei em um vídeo que falava sobre esse livro e parei pra assistir. A história chamou minha atenção por causa de dois motivos: bruxas e age gap (que é o relacionamento amoroso entre uma pessoa mais velha e uma mais nova).




Quando já estava grogue de sono, com um pé na realidade e outro nas terras de Morfeu, comprei o livro digital. No dia seguinte, só lembrava que tinha usado o cartão pra comprar um livro (alôka bêbada com zolpidem).




Pois bem, comecei a lê-lo no finalzinho da tarde, mas tive que parar e terminei no dia seguinte. A história é ambientada no Brasil (São Paulo) e narrada em primeira pessoa pelo Camilo, ou Milo. Ele é um rapaz de trinta e poucos anos, inteligente, mas melancólico que, quando não está trabalhando, faz vários nadas, sendo um colecionador de insetos presos em âmbar (achei isso muito legal, tipo Jurassic Park -q). É, pois é. Aparentemente, Milo tem/tinha tudo para ser bem-sucedido como seu irmão gêmeo todo trabalhado na soberba (ambos são médicos), só que não é bem assim que a banda toca. O Milo trabalha em um dos muitos hospitais brasileiros sucateados, como clínico geral, sentindo-se infeliz com a sua profissão; cursou medicina mais pelo desejo imposto do pai que por vontade própria.

Como vocês já leram na sinopse (leram né??), ele conhecerá uma louca menina chamada Anna durante seu turno no hospital, já que ela conseguiu chegar lá com um cotonete enfiado no ouvido. O jeito brincalhão e misterioso da Anna acaba contrastando com o do Milo, muito sério, e os dois começam a se envolver (ah, sim, caso não me falhe a memória, ela tem 20 anos).

Foi aí que eu pensei "legal, mas cadê as bruxas?". É inegável que rola uns elementos mais puxados para o "misticismo", só que não da forma como eu esperava e isso causou certa decepção (de qualquer maneira, as expectativas partiram de mim). Até a metade do livro, ficamos apenas no romance dos dois, o que acabou passando a impressão de algo arrastado, com uns conflitos não tão convincentes. O relacionamento é fofo, mostrando o aprendizado que ambos precisam passar para lidar com a vida de casal, mas, infelizmente, não conseguiu me envolver.




Sobre a trama, foi fácil interpretar as pistas deixadas no caminho, então quando o primeiro plot twist da história aconteceu, não foi tão surpreendente como esperei, assim como o segundo. Ah, esse plot twist acontece depois que passa da metade do livro, daí o enredo acelera (até compreendo em parte, por causa da situação em que o Milo se encontrava) e muitas coisas ficam com a sensação de "uééé". Em outros momentos, parece que o autor não deixou tudo tão explícito para fazer o cérebro dos leitores funcionar, criando algumas teorias, o que é ótimo, porque não fica algo "mastigado" como vemos em várias histórias.

Os segredos da Anna são revelados aos poucos (aos poucos mesmo) e um deles, o principal, lembrou um pouco "O Código Da Vinci" do Dan Brown por causa da situação como um todo. "Como assim, Minnie?!", bem, não terá graça se eu falar, né nom? A escrita do Lucas é simples e direta, bem de acordo com narração em primeira pessoa, mas a história precisa passar por mais uma revisão graças a alguns errinhos de português (em especial, da metade pro final); nada que atrapalhe a leitura, diga-se de passagem.

É um livro divertido enquanto romance, bom para passar a tarde, e vale ainda mais pelo investimento em um autor nacional. Como primeiro livro do Lucas Dallas (acredito eu), já foi um grande passo, porque publicar um romance não é moleza como muitos pensam. Há bastante potencial no jovem escritor.



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