Título: O Doador (The Giver)
Autor(a): Louis Lowry
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 192
Ano de Lançamento: 1993
Sinopse:
"Ganhadora de vários prêmios, Lois
Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade,
guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor,
desejo ou alegria genuína.
Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos
com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o
passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.
Uma única pessoa é encarregada de ser o
guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao
mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da
sociedade em momentos difíceis.
Aos 12 anos, idade em que toda criança é
designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o
próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento
difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de
que seu mundo nunca mais será o mesmo.
Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre
pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa
que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se
revelar.
Premiado com a Medalha John Newbery por sua
significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude
de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu
personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as
idades."
Sinopse
grande, não? Mas resume bem do que se trata esse livro incrível e maravilhoso
que eu mal acabei de ler e senti uma imensa necessidade de fazer essa resenha.
Agora,
imaginem um mundo onde não há guerras ou violência de qualquer tipo. Onde não
há fome, desigualdade social ou preconceito racial. Uau! Esse mundo parece tão perfeito! A paz mundial, enfim, existe. Na
sociedade atual, esse seria um pensamento considerado utópico, certo?
Mas
é isso que acontece no livro. E no início podemos achar isso incrível. Pois
então, vamos continuar imaginando. Agora tentem também enxergar um mundo sem inveja,
orgulho, vaidade, tristeza, solidão, ódio... alegria e amor. Bem, essa última
parte não parece tão legal, não? E quando digo amor, por favor, não pensem só
no amor romântico, mas no amor entre pais e filhos, irmãos, amigos...
Simplesmente, não existe.
Em
“O Doador”, a sociedade foi dividida em comunidades, onde as pessoas vivem suas
vidas através de regras rígidas de comportamento e não se importam com isso.
Eles são levados a acreditar que esse é o modo mais fácil de se viver, já que é
um padrão seguido há gerações. Tudo é incrivelmente organizado, desde a
quantidade de filhos que cada família possui até o clima. Sejam
sinceros, é bem mais fácil quando não temos que fazer certas escolhas, não é?
“A
comunidade foi tão meticulosamente ordenada, com as escolhas feitas com tanto
cuidado.”
As
pessoas dessa comunidade não possuem qualquer conhecimento do passado e nem
acesso a livros de história. Eles não sabem o que é fome, pobreza, música, sexo
(poucas mulheres são escolhidas para gerarem filhos e estes são adotados),
cores e sentimentos. Apenas uma pessoa guarda as memórias de toda a
humanidade: o Receptor de Memórias. Sinceramente, eu teria pena dessa pessoa. Ele
é obrigado a guardar tudo em sua mente e não pode passar isso para ninguém, a
não ser o seu sucessor ou quando dá conselhos aos Anciãos.
“Era contra
as regras para crianças, ou adultos, olharem a nudez alheia.”
Agora,
como é escolhido esse sucessor? As crianças passam por cerimônias a cada ano e
aos 12 são consideradas adultas, sendo assim designadas para um trabalho
específico. E é aí que as coisas ficam interessantes. Os trabalhos são bem
diversos e um deles é o de Receptor de Memórias. Embora a seleção para essa
tarefa, em especial, seja feita com um grande intervalo de tempo. Nesse momento que
entra o personagem principal da história: Jonas, que terá o grande fardo se
suceder o atual receptor.
"Ou se", Ele continuou, quase rindo do absurdo,
"Eles escolhessem os seus próprios trabalhos?"
"Assustador, não é?" O Doador disse.
Jonas riu. "Muito assustador. Eu não posso nem imaginar. Nós
realmente temos que proteger as pessoas de escolhas erradas. É mais
seguro."
"Sim", concordou Jonas. "Muito mais seguro".
É
difícil falar sobre esse livro e um dos fatos que me deixou impressionada é
que ele foi lançado em 1993! Muitos antes de acontecer esse “Boom!” das
distopias.
Quantos de nós já não pensaram o quão fácil seria não sentir,
especialmente depois de alguma decepção ou perda? Eu, pelo menos, já me
perguntei isso centena de vezes. Mas até mesmo as nossas experiências ruins
servem para nos constituir como humanos e perder isso significa perder parte de nossa
essência.
Mas
eles não querem a mudança. A vida aqui é tão ordeira, tão previsível ... Tão
indolor. É o que eles escolheram."
"Às vezes eu desejo que eles pedissem a minha sabedoria com
mais freqüência.
Há tantas coisas que eu poderia dizer-lhes; coisas que eu gostaria
que eles pudessem mudar.
Creio que essa seja uma das mensagens que a autora desejou
partilhar conosco através do livro. Um mundo como esse pode parecer tentador, mas, afinal, estamos realmente dispostos a abrir mão de coisas tão importantes
como o amor?
Esse livro me atingiu num nível que eu nunca poderia esperar, fazendo-me pensar em como temos levado nossas vidas, em como temos agido com os
outros e com nós mesmos. O pensamento de uma sociedade como essa é tão triste
que, enquanto lia, não pude evitar algumas (muitas) lágrimas. Uma sociedade
em que não poderia apreciar pinturas, músicas, pois não teria sentimentos para
isso... Uma sociedade onde eu não teria o amor de meus pais, ou amigos, porque
o amor é uma palavra generalizada e obsoleta...
Por favor, leiam esse livro. Vale muito a pena. Por mais que
fale sobre a falta de sentimentos, ele causa justamente o contrário nos
leitores. Raiva, surpresa, tristeza, medo... Sim, medo. Medo de que as coisas
tomem o mesmo rumo do livro. Apenas espero que o filme não distorça a mensagem e a reduza a mais um romance adolescente.
"Me
chame de O Doador", disse ele a Jonas.
"É só que eu não sei o seu nome. Pensei que você fosse O
Receptor, mas você diz que agora eu sou O Receptor. Então eu não sei como chamá-lo."
O homem sentou-se na cadeira confortavelmente estofada. Ele moveu
seus ombros ao redor como se para aliviar a uma sensação de dor. Ele parecia
terrivelmente cansado.
Trailer:
Personagens:
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| Brenton Thwaites como Jonas |
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| Jeff Bridges como O Doador |
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| Meryl Streep como Chefe dos Anciãos |
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| Alexander Skarsgård como Pai de Jonas |
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| Katie Holmes como Mãe de Jonas |
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| Cameron Monaghan como Asher |
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| Odeya Rush como Fiona |
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| Taylor Swift como Rosemary |









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