quinta-feira, 19 de junho de 2014

Resenha: Os Três


Título: Os Três (The Three)
Autores(as): Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 400
Ano de Lançamento: 2014


Sinopse:


"Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo."



Acabamos de passar por uma sexta-feira 13 e quem leu o especial “Livros de Terror” viu que citei “Os Três”. Esse livro foi um presente do meu pai – que, por sinal, já não me dava um livro há um tempinho, but anyway – e eu só o comprei por causa de toda a propaganda envolvida em relação à obra. Vi vários posts em outros blogs e em outras páginas do Facebook, falando sobre o livro e fiquei super interessada, já que terror é um dos meus gêneros favoritos. E por ser fã de terror, quando vi na contracapa uma indicação do Stephen King, pensei: “Esse livro deve ser muito bom”.

        O que me surpreendeu foi o modo como a história é narrada, através de relatos curtos de diversas pessoas envolvidas direta e indiretamente com o acidente da Quinta-Feira Negra. Desse modo, a leitura não fica cansativa, pois você toma conhecimento da história a partir da visão de diversas pessoas. A autora está de parabéns, a final, escrever o livro a partir de um ponto de vista já é complicado (tratando-se de terror), imagine contar a partir do ponto de vista de diversas pessoas, com comportamentos completamente diferentes e conseguir expressar todo o sofrimento, dúvidas e angústia daquelas pessoas.

        Mas vamos ao livro. Se você é uma pessoa neurótica, prepare-se. Enquanto lia (comecei a lê-lo na sexta-feira 13, de madrugada), e eu o li deitada na minha cama, tive que ficar de olho nos meus pés com medo de que algum monstro fosse puxá-los (Sério! Bem que o menino da livraria falou...). O livro, desde o início, não deixa claro do que se trata realmente o problema: se é só neurose das pessoas, se são alienígenas ou possessão. De qualquer modo, é aterrorizante o clima de terror psicológico.


        Na minha opinião, Sarah Lotz quis expor o comportamento humano diante das adversidades e como somos capazes de ter visões diferentes sobre um mesmo assunto e, muitas vezes, distorcemos a verdade ao nosso favor. Não fique surpreso se identificar vários aspectos do livro com a nossa realidade (por isso eu falei para tomarem cuidado com a paranoia kkkkk').

        Um desses aspectos é o fanatismo religioso, muitas vezes, aliado à própria política. Todos sabemos que qualquer tipo de fanatismo pode ser prejudicial. Fechamos nossas mentes pra qualquer coisa que não seja o que desejamos ver e é isso que o livro mostra. Uma das explicações dada por um dos personagens do livro, o Pastor Len, é de que as crianças sobreviventes dos acidentes, na verdade, estão possuídas pelos 4 Cavaleiros do Apocalipse (para quem não sabe, ou não lembra, eles estão presentes na Bíblia na parte da Revelação ou Apocalipse e seriam responsáveis por espalhar a peste, a guerra, a fome e a morte). Pra quem não leu essa parte da Bíblia, bem... Eu li, quando tinha uns 8 ou 9 anos, e fiquei morrendo de medo na época. Mas voltando, esse pastor está tão convicto disso que consegue influenciar outras pessoas a acharem a mesma coisa. Como disse anteriormente, há uma grande distorção dos fatos e muitas pessoas começam a ver as crianças como uma ameaça. Um sinal do Fim dos Dias.


        Pra mim, é difícil dizer o que não gostei no livro sem dar spoiler, infelizmente. Porém, é o livro que vale a pena ser lido e atende a muitas expectativas. Stephen King estava certíssimo em elogiá-lo.

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