Título: Eu sou a Lenda (I Am Legend)
Autora: Richard Matheson
Editora: Devir
Número de páginas: 244
Ano de Lançamento: 1954
Sinopse:
"Robert Neville é o último da sua raça e, aparentemente, o único humano sobrevivente num mundo infestado por vampiros.
Neville reina durante o dia, quando ele pode caçar impunemente. Mas os vampiros dominam a noite, quando Neville precisa ficar entrincheirado na sua casa, protegido por alhos e espelhos.
No entanto, por quanto tempo um único homem conseguirá resistir, quando todos os seres sobre a Terra querem o seu sangue? E qual será o preço que ele deve pagar por sua sobrevivência?"
Esse é o segundo livro do Richard Matheson que eu leio e, cada vez mais, fico impressionada com o modo dele de escrever. Assim como seu outro livro, "Amor além da vida" — que também foi adaptado para o cinema —, há grandes diferenças entre a adaptação cinematográfica e o livro. Isso, em parte, incentivou-me a ler "Eu sou a Lenda". Queria entender um pouco melhor os fatos entre o advento da "cura" para o câncer, até os anos seguintes, onde a história se desenvolve; como funcionava o vírus e por aí vai.
Tenho que admitir que esse livro é completamente diferente do filme. Sinceramente, se não tivesse o mesmo nome, creio que, muitas pessoas não fariam uma correlação entre um e outro.
Dispensando as diferenças físicas (ao final, no "Dreamcast" eu colocarei um ator que, ao meu ver, seria perfeito para o papel de acordo com o principal do livro), a própria história do Neville e sua família, sua profissão (Ele não é um virologista), a infecção não foi causada por um vírus geneticamente modificado para curar o câncer, a Sam (Não, não tem Sam no livro) entre outras coisas. No livro, os infectados não são tratados como monstros que morrem no sol. Eles são tratados como vampiros de verdade que, além de morrerem ao sol, temem alho e objetos sagrados.
O início é basicamente o mesmo: Robert Neville é o único humano, aparentemente, vivo, em um mundo infestado por vampiros. Ele passa os dias caçando os sanguessugas — quando estão em seu estado de dormência — e as noites, tentando não ser influenciado pelos vampiros que o atormentam, pois sim, eles têm capacidade de se comunicar com a fala.
Ele apresenta uma personalidade muito mais depressiva que a do filme, entregando-se à bebida para tentar esquecer seus problemas e lembranças, estudando para tentar aprender um pouco mais sobre o terror que recai no mundo quando a noite cai e como achar uma cura para esse mal. Robert consegue entender o que são essas criaturas e como foram geradas, deixando a ficção supersticiosa de lado, dando um caráter científico às criaturas da noite.
Honestamente, eu gostei muito do livro e das explicações que o autor dá. Ao final do livro, é possível entender o porquê de seu nome. Na minha opinião, foi uma explicação que coube ao livro e faz muito mais sentido do que a do filme.
DREAMCAST:
Robert Neville (Alexander Skarsgård):
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| Diferente, não? Mas é mais ou menos assim que o Robert é descrito. |
Quote:
"[...] Uma nova superstição se instalava na fortaleza da eternidade. Eu sou a lenda."


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