"— Amiga, estou apaixonada. Ele é bonito, inteligente e rico. Um pouco cheiro de si, mas eu não ligo."
"— E ele é de onde? Da escola?"
"— Quem dera *suspiros* Ele é de muito longe."
"— Amor à distância é um problema."
"— Você nem imagina."
"— E ele é de onde?"
"— Inglaterra."
"— Nossa! Mas aonde você se conheceram?"
"— No livro da Jane Austen."
Hey (listen)!
Essa introdução pode parecer exagerado, mas atire (uma edição de "50 Tons de Cinza) a primeira pedra quem nunca se apaixonou por personagens de livro.
Ao lermos uma história, muitas vezes nos conectamos ao mundo exposto a nós, o que nos faz viver aquela vida, absorvendo as informações, sensações e emoções, como se fizéssemos parte de tudo aquilo. Consequentemente, é mais do que normal criarmos afeição por algum (ou vários) personagens (o que, para mim, é essencial para me prender a uma história).
Não bastando a história ser boa e você se identificar com o personagem, o autor/a autora ainda cria um personagem incrível em "n" aspectos, só para fazer você se apaixonar, seja ele mocinho, anti-herói ou vilão (os vilões e os anti-heróis, na minha opinião, são os melhores).
Você se apaixona, não pela aparência, mas pelo seu jeito. É possível ainda que você não o suporte no início. Foi o que aconteceu com a minha primeira paixão literária: Severus Prince Snape, da Saga (mais que maravilhosa, incrível, mágica e perfeita) Harry Potter, da (Rainha) J.K. Rowling. Tenho que admitir que no primeiro livro eu não o suportava ("— Mas que criatura mais antipática!", eu pensava), porém, ainda no decorrer do primeiro livro, ele se tornou o meu personagem preferido.
Com certeza, não foi pela aparência (Com todo o respeito ao Sir Alan Rickman, que eu sempre achei muito charmoso... E que voz! kkkkk), creio que seu jeito taciturno e "gentil" tenha falado mais alto, além do fato de proteger o Harry mesmo não gostando dele (Mesmo antes de ler RdM) e seu respeito a Dumbledore. Sem sombra de dúvida, foi a morte que eu mais senti de todos os livros de Hp.
Infelizmente, essa paixão platônica demora a passar (no meu caso, não passou, e eu duvido que vá passar) e ainda somos obrigados(as) a enfrentar a incompreensão alheia. E, o pior é que, a mesma pessoa que zoa suas paixões é a mesma que coloca "Sra. Bieber" no sobrenome do Facebook (não generalizando).
Outro ponto negativo (e, para mim, o pior) é a expectativa. Você espera e anseia encontrar alguém que seja tão bom quanto o personagem que você ama... Se ele for um bruxo, vampiro, semideus, shadowhunter, divergente, hobbit [...], melhor ainda.
Eu, por exemplo, culpo imensamente Jane Austen pelas minhas expectativas (outras culpam o John Green, mas a culpa não é dele, a culpa é das estrelas... Okay, Okay, péssima piada). Como disse o vampiro Lestat: v“The prince is never going to come. Everyone knows that [...]". É difícil admitir, mas o príncipe encantado não virá no cavalo branco (ou no volvo prata), ele não terá a aparência do Aragorn, a fortuna do Edward Cullen e o charme do Mr. Darcy, mas quem liga!
Eles podem não viver nesse mundo, mas sempre que eu quiser vê-los, é só eu abrir o livro, e me teletransportar até eles.
Ao lermos uma história, muitas vezes nos conectamos ao mundo exposto a nós, o que nos faz viver aquela vida, absorvendo as informações, sensações e emoções, como se fizéssemos parte de tudo aquilo. Consequentemente, é mais do que normal criarmos afeição por algum (ou vários) personagens (o que, para mim, é essencial para me prender a uma história).
Não bastando a história ser boa e você se identificar com o personagem, o autor/a autora ainda cria um personagem incrível em "n" aspectos, só para fazer você se apaixonar, seja ele mocinho, anti-herói ou vilão (os vilões e os anti-heróis, na minha opinião, são os melhores).
Você se apaixona, não pela aparência, mas pelo seu jeito. É possível ainda que você não o suporte no início. Foi o que aconteceu com a minha primeira paixão literária: Severus Prince Snape, da Saga (mais que maravilhosa, incrível, mágica e perfeita) Harry Potter, da (Rainha) J.K. Rowling. Tenho que admitir que no primeiro livro eu não o suportava ("— Mas que criatura mais antipática!", eu pensava), porém, ainda no decorrer do primeiro livro, ele se tornou o meu personagem preferido.
Com certeza, não foi pela aparência (Com todo o respeito ao Sir Alan Rickman, que eu sempre achei muito charmoso... E que voz! kkkkk), creio que seu jeito taciturno e "gentil" tenha falado mais alto, além do fato de proteger o Harry mesmo não gostando dele (Mesmo antes de ler RdM) e seu respeito a Dumbledore. Sem sombra de dúvida, foi a morte que eu mais senti de todos os livros de Hp.
Infelizmente, essa paixão platônica demora a passar (no meu caso, não passou, e eu duvido que vá passar) e ainda somos obrigados(as) a enfrentar a incompreensão alheia. E, o pior é que, a mesma pessoa que zoa suas paixões é a mesma que coloca "Sra. Bieber" no sobrenome do Facebook (não generalizando).
Outro ponto negativo (e, para mim, o pior) é a expectativa. Você espera e anseia encontrar alguém que seja tão bom quanto o personagem que você ama... Se ele for um bruxo, vampiro, semideus, shadowhunter, divergente, hobbit [...], melhor ainda.
Eu, por exemplo, culpo imensamente Jane Austen pelas minhas expectativas (outras culpam o John Green, mas a culpa não é dele, a culpa é das estrelas... Okay, Okay, péssima piada). Como disse o vampiro Lestat: v“The prince is never going to come. Everyone knows that [...]". É difícil admitir, mas o príncipe encantado não virá no cavalo branco (ou no volvo prata), ele não terá a aparência do Aragorn, a fortuna do Edward Cullen e o charme do Mr. Darcy, mas quem liga!
Eles podem não viver nesse mundo, mas sempre que eu quiser vê-los, é só eu abrir o livro, e me teletransportar até eles.


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